Engenharia social abriu a nuvem da Apollo. Saíram nomes, endereços e números de previdência.
A carta protocolada na procuradoria da Califórnia diz que o acesso durou de 6 a 10 de julho. A empresa não informou de quem eram os dados nem se pagou resgate.
Engenharia socialA Apollo Global Management confirmou um vazamento em carta protocolada na procuradoria-geral da Califórnia. O diretor de recursos humanos, Matthew Breitfelder, escreveu que invasores usaram engenharia social para entrar no ambiente de nuvem da empresa entre 6 e 10 de julho de 2026. Levaram nomes, datas de nascimento, dados de contato, inclusive endereços residenciais, e números de Social Security.
A carta não diz se os atingidos eram funcionários da Apollo ou pessoas em empresas do portfólio. A gestora administra cerca de US$ 938 bilhões e tinha por volta de 5.000 funcionários em fevereiro de 2026, segundo arquivos regulatórios citados pela TechCrunch. A porta-voz Giovanna Falbo não comentou se houve pagamento de resgate.
O caso aparece no meio de uma campanha de extorsão contra gestoras e grupos financeiros. O Google descreveu grupos que ligam se passando por suporte de TI e levam a pessoa a digitar senha e código em portais falsos. Essa descrição é da campanha, não uma reconstituição publicada pela Apollo do que aconteceu na ligação dela.
A carta confirma o vetor humano e cala o resto. O controle que falta é o que impede uma credencial recém-entregue de abrir a nuvem sozinha, e o ensaio que mostra se esse controle ainda existe quando o pedido chega com pressa.


