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DeepfakeHong Kong3 min

Todos na chamada pareciam executivos. Eram deepfakes, e saíram HK$ 200 milhões.

A Arup confirmou que vozes e imagens falsas foram usadas em Hong Kong. A polícia descreveu 15 transferências. Os sistemas internos da empresa não foram comprometidos.

Notebook no escuro com uma grade de silhuetas desfocadas numa videochamadaVideochamada falsa
Imagem ilustrativa

A Arup confirmou ser a empresa de engenharia atingida por uma fraude com deepfake em Hong Kong no começo de 2024. Um funcionário foi induzido a enviar HK$ 200 milhões, cerca de £20 milhões, na conta do Guardian, depois de uma videochamada com pessoas que pareciam dirigentes. A empresa confirmou que vozes e imagens falsas foram usadas, avisou a polícia e disse que a estabilidade financeira, a operação e os sistemas internos não foram afetados.

A polícia de Hong Kong descreveu o caso em fevereiro, sem nomear a empresa: a funcionária entrou numa conferência com vários participantes que pareciam os dirigentes de verdade e fez 15 transferências para cinco contas locais. O superintendente Baron Chan foi citado pela imprensa local nesse roteiro. Em maio a polícia reiterou o valor e classificou o crime como obtenção de propriedade por engano. Não havia prisões até a reportagem do Guardian.

Rob Greig, diretor global de informação da Arup, disse que o número e a sofisticação desse tipo de ataque, fraude de fatura, phishing, voz no WhatsApp, deepfake, vinham subindo. Reconhecer o rosto na tela deixou de ser verificação.

A leitura da BeSafe

Quinze transferências cabem numa chamada porque a chamada parecia o comitê. Contra isso, a regra não é desconfiar do rosto. É não concluir um pagamento sem um segundo sim, num canal que não seja o da própria chamada.

Leia a reportagem originalThe Guardian

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