O próximo golpe corporativo pode começar numa ligação ou num canal de colaboração, não num e-mail.
O Cyber Security Report 2026 da Check Point trata a engenharia social além da caixa de entrada: e-mail, web, telefone e canais de colaboração coordenados no mesmo ataque.
PrevisãoO Cyber Security Report 2026 da Check Point, apresentado em 28 de janeiro de 2026, não é mais um caso. É a leitura do ano anterior. Na seção sobre engenharia social, o e-mail continua sendo o principal veículo de arquivo malicioso, 82% da entrega, contra 18% pela web , mas deixa de agir sozinho. O relatório diz que os atacantes coordenam e-mail, web, telefone e canais de colaboração para manipular o usuário e contornar controle técnico.
Dois números ancoram o texto: 46% dos e-mails com anexo recebidos pelas organizações monitoradas eram maliciosos, e a personificação por telefone evoluiu para uma técnica de intrusão voltada à empresa. A Check Point não nomeia, nesse resumo, Teams ou Slack. O que nomeia é o conjunto: a conversa atravessa canais.
O mesmo relatório registra 1.968 tentativas de ataque por semana, em média, em 2025, alta de 18% no ano. O dado que importa para o fator humano é o outro: o pedido chega onde a pessoa já conversa, não só onde o filtro de e-mail olha.
Treinar só o clique no e-mail mede o canal que o relatório já diz que não vem sozinho. O ensaio tem de atravessar telefone e a ferramenta em que o time realmente fala.


