O vazamento da Coinbase começou dentro do suporte: atendentes subornados.
Uma funcionária foi flagrada fotografando a tela com o celular pessoal. Dois atendentes admitiram repassar dados de clientes em troca de pagamento, dados depois usados para golpes contra esses mesmos clientes.
Insider subornadoCriminosos subornaram atendentes de suporte da TaskUs, na Índia, para extrair dados de clientes da Coinbase. A fraude foi descoberta em janeiro de 2025, quando uma funcionária foi flagrada fotografando a tela com o celular pessoal; dois funcionários admitiram repassar informações em troca de pagamento.
Os dados não foram vendidos em lote e esquecidos. Foram usados para golpes de engenharia social contra os próprios clientes da corretora, que passaram a receber contatos com informação verdadeira o bastante para soar legítima.
Os extorsionários pediram US$ 20 milhões para não publicar o material. A Coinbase recusou, notificou cerca de 70 mil clientes e estimou o custo do episódio em até US$ 400 milhões.
Aqui o vazamento é o combustível, não o incidente. O dado roubado volta como pretexto verossímil na ligação seguinte, e é contra esse pretexto, não contra o roubo original, que o procedimento do atendimento precisa ter sido treinado.


