O phishing está deixando o erro de gramática para trás. A próxima leva é personalizada.
O ThreatLabz 2026 da Zscaler mediu centenas de milhares de sites gerados por IA e projeta que o modelo de linguagem vire o motor padrão do phishing, apagando os sinais velhos de detecção.
PrevisãoO ThreatLabz 2026 Phishing and Initial Access Report, da Zscaler, não descreve uma empresa. Descreve a linha de produção. No blog que apresenta o relatório, o ThreatLabz diz ter identificado 413.524 instâncias de site geradas por IA e marcado 37.447 delas, 9,06%, como maliciosas. Ferramentas de texto para site reduzem o custo de um portal convincente: o que pedia um kit e um desenvolvedor passa a ser produzido, trocado e substituído quando o domínio cai.
A previsão escrita no próprio relatório é direta. A IA tende a virar o motor padrão do phishing e a eliminar sinais tradicionais de detecção. Modelos de linguagem permitem e-mails fluentes e conscientes do contexto, em escala. Some o indicador antigo, gramática ruim, tom genérico, e entra personalização com dado público e dado já vazado.
O blog também registra campanhas em que construtores de site por IA reproduziram portais de governo brasileiro, passo a passo, do jeito que a pessoa espera navegar. O golpe deixa de parecer golpe porque parece o fluxo verdadeiro.
Filtro que procura erro de português mede o phishing de ontem. O que se testa agora é se a pessoa para no meio de um fluxo que parece o certo, e se o procedimento obriga uma confirmação fora daquele fluxo.


